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Bate Papo Aberto discute a relação dos jovens com as dependências

Você já ouviu falar em Deep web? E em maconha sintética? No último sábado, 3 de junho, mais de 90 pessoas - pais e educadores - se reuniram na unidade Centro do Objetivo Sorocaba para descobrir e discutir os desafios das dependências na sociedade moderna.

"A nossa intenção é atravessar os muros da escola e trazer, cada vez mais, a comunidade para discutir assuntos pertinentes". 

- Cadu D'Andretta, Diretor.

Convidada para o evento, a psiquiatra e pesquisadora Dra. Clarice Madruga, do Instituto Nacional de Pesquisa em Álcool e Drogas (INPAD), abriu a discussão apresentando as diversas drogas da nova geração, populares entre os jovens e completamente desconhecidas por muitos adultos.

A pesquisadora, que também faz parte do Instituto de Psiquiatria do Kings College de Londres, expôs dados nacionais e globais a respeito do consumo de substâncias lícitas e ilícitas, que são de fácil acesso para os adolescentes. Muitas dessas drogas vêm, ao longo dos anos, sendo modificadas para potencializar seus efeitos e aumentar o poder de dependência em seus usuários.

"A maconha que vocês conhecem, de dez anos atrás, não tem absolutamente nada a ver com a maconha que vem sendo vendida hoje", revelou Clarice sobre a droga que possui mais de 60 substâncias químicas em sua composição.

Sem pânico. Vamos ao diálogo.

"Você entraria num avião sabendo que ele tem 50% de chance de cair?", questionou Clarice, numa analogia ao poder de dependência da cocaína e do crack, substâncias que colocam o Brasil no topo de rankings mundiais em número de usuários.  

Apesar de preocupantes, os dados apresentados devem munir os pais de informação para que possam conversar com seus filhos de forma transparente. A chamada "psicologia do medo" não impede o contato com as drogas. O caminho é o diálogo franco e realista sobre os seus verdadeiros riscos.

"Estou com vontade de continuar aprendendo sobre as dificuldades que meus filhos passam e que eu não passei. Vou ficar ainda mais atenta ao acesso deles às drogas" 

- Sônia Leme Santos

Mas as drogas estão longe de ser a única causa de dependência na sociedade moderna. O psiquiatra Dr. Gustavo Estanislau trouxe para a discussão os dilemas da era digital: quando o uso da internet e dos games se torna nocivo?

O pesquisador mostrou estudos que revelam os prejuízos ao desenvolvimento da criança, causados pela exposição prolongada à mídia e as tecnologias. Em países como a França, por exemplo, o assunto é levado tão a sério que crianças de até 03 anos de idade estão proibidas de assistir à TV, qualquer que seja a programação.

"A violência, nos jogos e na mídia, muitas vezes é mostrada como algo justificado e até mesmo divertido", observou Gustavo. Como consequência, ocorre uma clara distorção do conceito de certo e errado, provocando nos jovens problemas de socialização e percepção da realidade.

Nos dias atuais, é normal que crianças e adolescentes tenham smartphones pessoais e TV em seus quartos, com livre acesso a redes sociais e a todo tipo de conteúdo. O psiquiatra orienta pais e educadores a acompanharem de perto o que os jovens estão consumindo, para criar oportunidades de discussão a respeito dos assuntos abordados nesses meios.

Dependência à tecnologia

Cada vez mais recorrente na sociedade moderna, a dependência à tecnologia vem chamando atenção de estudiosos. Ela também causa transtornos emocionais e reações físicas, como crises de abstinência e a compulsão pelo uso da tecnologia.

"É interessante que os pais observem esse comportamento nos jovens, e também em si mesmos. Qual o impacto causado em você por cada like recebido nas redes sociais?", questiona Gustavo. "É evidente, do ponto de vista neurobiológico, que quando ganhamos um like temos picos de prazer com aquilo. Algumas pessoas mais que outras.", completa.

Quando se trata dos desafios da era digital, a recomendação é a mesma: muito diálogo. A aproximação da família deve ser constante, não somente quando os problemas aparecem. Dr. Gustavo recomenda ainda que não sejam adotadas posturas radicais, que geralmente provocam mais desconfiança e o distanciamento dos jovens. Segundo ele, é fundamental buscar e compartilhar informação para estabelecer regras conscientes quanto ao uso das tecnologias.

"Foi muito bom romper com mitos e conhecer estratégias para lidar com os adolescentes. Devemos ser multiplicadores dessas informações. Temos que conversar bastante e fazer com que a família seja mais interessante do que aquilo que está lá fora". 

- Maria Bacci Martins

 "Mais uma vez eu quero parabenizar a escola pela iniciativa. Foi um tema muito pertinente. Estou saindo bastante empolgada com as informações que esclarecem muitas questões da adolescência, que é tão difícil." 

- Jessi Yuren

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