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Psiquiatra Gustavo Estanislau abrilhanta penúltima edição do ano do programa Cotidiano Responsável

Com bom público presente no anfiteatro da unidade Portal, encontro reuniu professores, pais de alunos, convidados e a comunidade em geral.

No dicionário, caráter aparece como um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo ou de um grupo. Diz, ainda, que é a forma como uma pessoa age e reage a diversos acontecimentos. Mas será que caráter se limita a apenas estes conceitos?

Para elucidar o tema, o médico Gustavo Estanislau, especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ministrou palestra na noite de terça-feira (4), no anfiteatro da unidade Portal, sobre caráter e a ampla visão da ciência acerca do assunto. Participaram do encontro professores e coordenadores do Objetivo Sorocaba, pais de alunos, convidados e a comunidade em geral.

A essência do termo "caráter" assemelha-se à "moral": ambas ganham significados diversos dependendo da época, cultura e local. E mais, o conceito modifica-se com o tempo. "Caráter é um conjunto de fatores. Não é inato ou inalterado, ou seja, pode ser aprendido e mudado ao longo da vida. Está comprovado, contudo, que ele determina o sucesso ou insucesso em diversos campos", disse Gustavo.

De acordo com o especialista, algumas virtudes modelam positivamente o caráter de um indivíduo. São elas: sabedoria, coragem, humanidade, transcendência, justiça e moderação. Juntas, constituem o caráter "ideal". Ainda segundo o psiquiatra, a Hipótese Cognitiva - a qual defende a tese de que a capacidade cognitiva do indivíduo é o que determina seu sucesso - está errada. "O caráter é o que importa. Uma pessoa otimista, emocionalmente equilibrada, sociável, autoconfiante, curiosa e grata tem maiores chances de alcançar o sucesso em todas as áreas da vida, inclusive a financeira", enfatizou.

No que tange à infância, destaca Gustavo, crianças "hiperinvestidas" tendem a ser mais inseguras e ansiosas. Por "hiperinvestimento" entende-se um zelo excessivo dos pais com a formação do filho. O psiquiatra aponta que exageros cometidos durante a formação da criança podem torná-la emocionalmente vulnerável. "O excesso de cuidado, ou seja, a não permissão de que o filho aprenda por conta própria, explore o mundo à sua volta e vivencie novas experiências pode comprometer seriamente seu desenvolvimento como pessoa", alertou.


Vilões do caráter

O especialista detalhou que trauma e estresse são os grandes vilões na formação do caráter. "Ocorrências estressantes comprometem a capacidade de aprendizagem, concentração, autocontrole e raciocínio. O indivíduo que vivenciou experiências muito estressantes ou traumáticas é mais sensível a decepções e costuma encarar fatos corriqueiros do dia a dia com alta carga de dramaticidade."

Gustavo usou como exemplo uma situação hipotética na qual o pneu do carro fura durante um percurso. "A pessoa que carrega consigo traumas e memórias estressantes tende a encarar o momento de forma dramática, dando-lhe uma dimensão maior do que, de fato, é. Questiona o motivo do ocorrido e, até mesmo, se 'forças superiores' estão conspirando contra ele", disse.

Por outro lado, indivíduos que gozam de autocontrole e moderação encaram os fatos com mais naturalidade. "Entendem que o ocorrido faz parte do dia a dia e que, talvez, tenha acontecido porque não calibrou o pneu ou porque não se atentou a comprar um novo quando deveria. Vivenciam a situação com mais leveza e tranquilidade."

Karin Benestante, coordenadora da escola, destacou a importância das relações no contexto acadêmico e enfatizou que o Objetivo Sorocaba, na qualidade de instituição de ensino, valoriza e estimula momentos como este. "É sempre importante falarmos de temas pertinentes ao cotidiano de nossas crianças e adolescentes. Melhor ainda se incluirmos neste diálogo pais, professores e a comunidade", declarou.

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